Durante nosso processo evolutivo,
aprendemos a significar os elementos que fazem parte da vida humana. Passamos
gradualmente a compreender o choro e o que, a partir dele, pode-se usufruir. Ainda
no seio de nossas mães passamos a ter sensibilidade, por exemplo, da segurança que
ele nos passa; o choro faz-se prece, e na maturidade nem ao menos percebemos como
a paz do conforto maternal pode ter influencia no que cremos.
A
escola, ao cumprir seu papel de transmissora do conhecimento, através da
prática de leitura e escrita, passa a mostrar os caminhos de como se
compreender os sentidos que podem existir além do som das palavras. Quando lemos uma palavra os milésimos de segundos
que transcorrem, entre o olhar e a compreensão do que está escrito, carregam em
si vários significados. Assim como tudo que existe no universo é parte de uma
mesma coisa, as disciplinas escolares têm vários pontos que se ligam entre si. Bem
como as palavras que, em todos seus sinônimos e significados, abrem-se em uma
rede de ligações.
Entretanto,
ainda existe muito a ser feito para que educadores e alunos tenham conhecimento
de que a linguagem não se restringe apenas ao ensino de Língua Portuguesa ou
Matemática. Do mesmo modo que as disciplinas necessitam dialogar entre si, os
professores devem agir conjuntamente em prol do objetivo comum de todos os
educadores que é a transmissão do conhecimento.
Quando
ao olhar um mapa, utilizando seus conhecimentos geográficos, o aluno consegue
reconhecer onde está localizada a cidade em que vive ou a região em que seus
avós nasceram, ele transcende o ponto fixo localizado naquela folha de papel e,
através de seus conhecimentos prévios, consegue aliar seu olhar a história e
cultura de sua família. Qual melhor maneira de se conhecer a cultura do mundo,
que não a sua própria?
Todavia,
essa cognição não pode ser adquirida sem que a rotina escolar mude, assim como
o papel desempenhado pelo professor precisa adaptar-se. Em decorrência das
dificuldades com a leitura os alunos compreendem mal certos conteúdos e isso é
queixa frequente. Sendo assim é necessário sair de um ciclo onde o despreparo,
ou, desconhecimento, da língua influi diretamente nas maneiras de formar-se
humano. É necessário aprendermos que o significado das palavras nos ajuda a compreender
o que se vê, sente ou percebe. Quem escreve se põe no mundo, traz significado e
incute-se neles. Destarte deve ser constante a reaprendizagem e a resignificação
do educador e seus papéis assim como o processo de alfabetização e compreensão da
escrita dos educandos.
Um
grande aliado nesses novos processos de aprendizagem são as ferramentas de
multimídia. Ultimamente tem se tornado comum, e frequente, o uso de pendrives
que podem carregar biblioteca ou até mesmo editores de textos que ajudam na produção
escrita. O professor, buscando novos meios de transmitir o conhecimento, deve
encontrar maneiras de usufruir da tecnologia em conjunto aos meios não tecnológicos
de comunicação. Livros, canetas e cadernos põem-se, então, a dar significado e
complementos à diversidade de informações que podem ser encontradas na internet;
por exemplo.
A
partir do momento em que compreendermos as harmonias que soam no universo, teremos
alunos com menos dificuldades cognitivas. Torna-se necessário ressaltar a importância
do professor como força motriz a estimular os alunos na busca por indagações que
os façam pensar o mundo. Concitando-os a escrever seja em poesia, trabalho ou
prosa, suas experiências e, nelas, perceber que a harmonia do universo deve ser
reflexa no seu aprendizado.
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The Harmony of the Spheres - Salvador Dalí (1978) |